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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Acabrunhados

Deixar intenções no papel,
como se deixa flores
nas mãos de quem se ama,
principalmente,
quando é preciso ir embora,
e a resposta pode vir
como saudade.
Quando estamos apaixonados,
acreditamos até
em fórmulas de sorte.

Cecilia Fidelli.

Guerra e Paz.

Irmãos?

Homens atapetando de vermelho o chão de alguns
e esfolando outros sem noção.
Reais perigos às novas gerações.
Heranças atômicas esgotando solidões.
Conflitos detonadores.
Armas para supostas proteções.
Em tempo real, pronunciamentos de paz,
tentando acalmar os ânimos.
Uma barbaridade inspirada em outra.
Mortes prematuras.
Emoções conflitantes.
Potências.
Perigos.

Cecília Fidelli.

Decepções

Por incrível que pareça, eu um dia acreditei nas pessoas.
Tocava o mundo sem medo, exaltava a vida de manhã cedo
e considerava um presente algumas horas com amigos.
Como o tempo nunca termina, sempre com muita euforia,
ao longo do caminho, fui descobrindo que elas têm maneiras
muito cafajestes de refletir suas sombras escuras.
Frios homens, falsas mulheres, inseminando, sempre
artificialmente emoções bactérias, muito fortes.
Quase invencíveis.
Paixões e Violências.
Cenas de crimes que cometem com uma certa lucidez,
sem saber que armazenam suas próprias cicatrizes,
sem contarem com o futuro.
Por incrível que pareça, eu um dia acreditei no ser humano.
E acredito que os que virão, já assustam.
Que futuramente, o mundo, se tornará um imenso albergue.
Noite, à luz do dia.
Consôlo: RESTAM AINDA OS ANTI-DEPRESSIVOS.

Cecília Fidelli.

É a vida.

Ela entristeceu depois de longa solidão.
Cabisbaixa, quase sem vida,
perdeu o perfume, a cor.
Foi condenada a ser posta pra fora,
jogada talvez na calçada.
Sofreu o golpe do tempo,
que arrancou-lhe as pretensões.
Semi morta, sem encantos,
valoriza apenas o calor do sol no inverno.
Silencia à brisa tempestuosa,
que tem pedras nas mãos, não compaixão.
Inclinou-se, debruçada na janela,
para reverenciar a morte.
Desabrochou, encantou, mas,
aquela beleza deslumbrante ...
ficou nas mãos do tempo.
Era uma vez, uma flor.

Cecília Fidelli.

Ciúme

Meu amor.
Não há porque ter ciúme.
É que em meu quarto cabem dois, cabem três...
Não se importe com quem eu passo a madrugada.
Se com Amaury Jr. ou Jô Soares:
- É claro que estou só.
Só fazendo poesia,
só pensando em você.
Só pensando em você,
Só pensando em você,
Só pensando em você.
Cecília Fidelli.

Venha

Respeito os semáforos da vida,
respeitando seus sinais de cada dia.
Mas, sinalizo.
Meu amarelo pode estar mesclado
de verde e de vermelho.
Gosto de beijos,
de cartas e de carinhos também.
Se você amarela...
o chôro vem.

Cecília Fidelli.

Oração da manhã

Oração da manhã

Dos Admiradores de Chico Xavier.

Senhor
"No silêncio deste dia que amanhece,
Venho pedir-te a Paz, a Sabedoria, a Força.
Quero ver hoje o mundo com os olhos cheios de amor.
Ser paciente, compreensivo, manso e prudente.
Ver além das aparências teus filhos,
Como tu mesmo os vês,
E assim, não ver senão o bem em cada um.
Cerra meus ouvidos a toda calúnia.
Guarda minha língua de toda a maldade.
Que só de bênçãos se encha meu espírito.
Que eu seja tão bondoso e alegre,
Que todos quantos se achegarem a mim,
Sintam sua presença.
Reveste-me de tua beleza, Senhor,
E que , no decurso deste dia,
"Eu Te Revele a Todos."