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sábado, 9 de julho de 2011

É interessante observar?

No mundo da lua.
Pensamentos perdidos
sob o olhar da noite.
Existe algo no espaço
que nos leva além.
Levitação da alma
vendo o mundo lá em baixo,
girando, passando,
surpreendentemente.
Qualquer dia
a gente volta das ilusões
pra desvendar essas mistérios.
Peço água
para os conflitos
que estão dentro de mim.
Não duvido mais das coisas
que engolimos
mas não conseguimos digerir.
Retrospetivas
estão fora de cogitação.
Estão fora do coração.
A única certeza é o que vemos,
tudo que ouvimos,
o que fazemos, o que dizemos.
Relatar o que temos assistido
são guinadas que desejamos,
mas, nem sempre acontecem.
Paradas cardíacas,
estranhamente,
podem acontecer
por nos aproximamos demais
de tudo o que se passa
a nossa volta.
Impressionantes, verdadeiras,
mas nos transformam.
Revoltam.
E não é pouca coisa, não.
Xô fundo de poço.
Existe luz no final do túnel.
Isto é,
se não continuar anoitecendo.

Cecília Fidelli.

Poesia e Amizade.

Poesia e Amizade.

Impossível silenciar inspirações.
Somos um depósito de emoções.
Pra dizer a verdade,
Nos ajudamos na Arte,
nos solidariezamos pela amizade...
Somos como irmãs.
Gerenciamos a noite, o dia...
Usamos o tempo acessando um sistema
poético/construtor imenso.
Não necessàriamente nessa ordem.
Faz todo sentido.
Sorrindo ou chorando,
fomos condenadas a nos rendermos
à essas motivações.

Cecília Fidelli e Marili Teresinha Vanso.

Como?

Partiu
e deixou um vazio único.
Rabiscou num cartãozinho:
- Eu te amo,
me ofertando essas flores.
Partiu,
e deixou um vazio único,
cheio de sorrisos.
Disse, eu te amo.
Só poeta de verdade,
sabe exatamente,
como deixar saudade!

Cecília Fidelli.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pena que nem tudo é pra sempre.


Ainda bebo coca em barzinhos.
Ainda danço com o rosto colado.
Não me estresso com os anônimos.
Ainda aprendo com os contrários.
Vou ser sempre Beatles e Rolling Stones.
Vou reverenciar sempre o psicodélico woodstock.
De 1969, para um blog.
Chicletes, cuba-libre à esse horário,
obrigatório, e a minha palhetinha.
Política, fantasias sombrias.
Já que parece que ninguém liga,
apenas sentem afinal,
tudo passa.
Mas é como vazamento de gás,
todo dia uma explosão,
uma corrupção alarmante.
Não sei como tudo
ainda não foi pelos ares!
Depois dizem que roqueiros
é que são da pesada.
Projetos, propinas.
Tomara que as soluções
não venham tarde demais.
Lavagens de dinheiro,
corrupção ativa,
em duas bandas: -
A do bem e a do mal.
E a gente não pode fazer nada.
Em tempos amargos revivo tempos felizes.
Nas canções que tiro no violão,
não enfatizo que pra hoje,
vale qualquer coisa.
Tiro canções harmônicas,
nessa sequência de shows macabros.
Gigantescas desordens mundiais,
engolindo tranquilidades.
Todo mundo vai à loucura,
quanto muito, pedem desculpas.
Ninguém mais consegue fazer boa música.
Só sucessos comerciai$.
Somos simples vocalistas.
Todo mundo canta e grita sòzinho,
por exemplo:
- Vamos cuidar da natureza!
E por aí vai.
- Vamos acabar com a fome,
vamos doar agasalhos,
protejer os animais, etc, etc...
Pagodeando, sertanejando,
como se estivessemos num mundo
de mil maravilhas,
sem dar a volta por cima.
Os grandes, só querem
expandir seus negócios.
Poucos se empenham
em colaborar,
> contribuir mesmo
com a arte.
Então, não venham me chamar
de ultrapassada.
Sei que sou apenas uma poeta.
Que não sou uma poeta do tipo profunda.
Mas sou intensa e sincera.
Meu sonho "de consumo",
é um mundo de paz.
Aí sim, vou poder relatar
o antes e o depois,
viajando em sonhos de amor.
Um mundo,
onde intuições e afetos
sejam os lugares certos
às verdadeiras emoções.
Até visualizo, mas não vejo realizações,
de boas idéias.
Detalhe: Deixa rolar?
Não rezo aos deuses,
rezo a Deus.
Escrevo, nunca reescrevo.
Se exerço uma mínima influência,
se proporciono reflexões,
sei muito bem o que estou fazendo.
O mundo
é um ambiente pequeno, maluco.
Uma loucura conjunta.
Um palco pouco iluminado.
Tudo filmado,
tudo fotografado,
tudo preparado,
pra que continue assim, sempre igual?
Iniciamos o ano 3.000 há 11 anos.
Três milhões de caos antecipados.
Precisamos de escritores, compositores
e poetas.
Não os que não dizem nada,
não os que querem apenas agradar.

Cecília Fidelli.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cartão Poético - Vicente Spina.

Vicente Spina:
Um ser muito especial,
que me lembra Ramatís.
Um laço espiritual.
Uma alma comprida,
na verdade, sem tamanho.
"Pesa" em mim,
no bom sentido.
No melhor sentido.
Um homem. Com H.
Alguém que escolheu evoluir
com maior rapidez que outros,
e que sempre me levou na carona.
Vicente é sentimento
a todo instante.
Um ser que nasceu para ser
HUMANO.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Idealizada pela Associação Casa Azul - flip.org.br

Bons presságios.

Exprimir de olhos fechados,
porque nossa linguagem
é muito pequena,
pra dizer sobre o que é abstrato.
Tais e tais estados da razão.
Comportamentos desajuizados,
que alcançam a máxima do amor.
Desajuizados?
Privilegiados.
Privilegiados,
abstendo-se das palavras,
fazendo o coração bater
sempre igual.
Como um sininho muito vivaz.
Tristezas?
Nada consta.
Só segredos no olhar.

Cecília Fidelli.

A união faz a força.

A união faz a força.


Rádio a pilha na roça.
Quando a noite cai,
dormem as galinhas.
Ovos para todos.
A produção fica tão longe daqui!
Alguém acorda cedinho,
não se afetando com a geada.
Baixas temperaturas,
almas geladas,
constatando
que muitos grãos morreram.
Plantios e colheitas.
Pelo mundo,
fomes produtivas.
Danos materiais
que representam
danos humanos.
Altos preços de mercado.
Períodos de estiagem,
períodos chuvosos.
Dificuldades
na secagem das lágrimas.
Boi gordo, boi magro.
Que as soluções
venham do Alto!
No mundo,
só nosso sustento
e nossa dignidade,
são as verdadeiras
propriedades.

Cecília Fidelli.