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domingo, 16 de setembro de 2012

Exalando poesia


O prata da lua
sob as ondas do mar
exaltando o brilho da noite.
O coqueiro balança levemente.
A imaginação voando.

Há uma comitiva de anjos
em todo o espaço,
que não param de trabalhar.
Estão avisando
que amanhã teremos sol quente
e que somos herdeiros
do sorriso do Rei
incomparável e absoluto.
Um novo dia,
lento e comprido,
ancorando
no abraço de despedida
de mais uma estação.
Quase primavera.
Aquela que aprisiona os olhares
e aconchega
na delicadeza das flores
sugerindo sentimentos,
purificando a alma.
Maravilha!
Não há a menor possibilidade
do tempo voltar atrás.

Cecília Fidelli.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O vigário



Papa Vale chegou e viu

nos olhos cansados

o brio da sua imagem



E

nos ouvidos feridos

ausência de palavras brunidas,



Contando assim mil falácias.

Cheio de boas novas,

melhorias,

futuro e doce lar.



Empolgado! Com entusiasmo!

Convicção!



Para depois jogar no fogo

as pessoas e o carvão.
 
 
Ivan Silva.


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Jovem e delicada ...

Sentimental,
recebendo flores românticas.
Exalando um doce coração.
Mademoisselle
um tanto indefesa,
amando,
sem afugentar as ilusões.

Cecília Fidelli.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Sonolentas lembranças


No deserto da solidão
visitamos as recordações.
Elas parecem perder a luminosidade,
parecem meio desbotadas,
mas têm cores mágicas.

Eu,
com a alma
na moldura do passado,
saturada de saudade,
faço com que predominem
os bons momentos.

O tema é tão amplo
que define os reflexos
da trajetória
pràticamente inalterada,
como um amor sem fim!

Cecília Fidelli.

Até amanhã e depois e depois...

Noite em absoluto silêncio.
Melhor tomar satisfações.
A lua suspira sob meus delírios.
Constatando minha indignação,
se desmancha em lágrimas,
numa rápida e marcante
  chuva de emoções.

Cecília Fidelli.

Momento meu !!!

"Às vezes,
fecho os olhos e te enxergo.
Nossas almas poetas
certamente confabulam".

Henrique Martins de Freitas.
(Para Cecília Fidelli).

sábado, 1 de setembro de 2012

Intensa e delicada madrugada.

Na madrugada,
ressurgem as insanidades ...
E as insanidades dilatam-se
em forma de poemas.
Condensam o tudo
e o nada.
Hora de sorrir às estrelas.
De passearmos pelo céu
da imaginação.
De descobrirmos a obscuridade
no rigor de cada palavra.
O sol ainda está mergulhado
num sono pesado ...
E a lua desfila em alto relevo.
Feição clara e serena.
A madrugada
é tão profana,
quanto sagrada.

Cecília Fidelli.