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terça-feira, 11 de junho de 2013

Vida Torta


Externando o amor

Amor eu te amo e você sabe disso!
Por tanto tempo
pensei que nunca encontraria
uma pessoa tão especial quanto você.

Mesmo nas minhas horas de raiva
você me faz sorrir,
quando estou triste adoro seu abraço quente,
protetor e seu carinho.

Já passamos tantas coisas juntos não é?

Lembro de cada loucura que já fizemos,
cada noite que passamos juntos à beira mar.
Você é minha inspiração,
se tornou a coisa mais linda
e importante em minha vida!

Ainda tento entender
como consegui que permanecesse comigo.
Dei vários motivos para você ir
e mesmo assim ficou do meu lado.

Se lembra que nos encontramos
e você chorou na minha frente?
Segurei minhas lágrimas
e disse que tudo ficaria bem,
que sempre estaria do seu lado
não importando o que acontecesse e te abracei.

Em minha mente
queria criar uma proteção e te ter comigo,
queria que o tempo parasse,
que tudo e todos desaparecessem
só pra te dar meu carinho.


Feminina e Delicada.



segunda-feira, 10 de junho de 2013

Amor: Acerte no alvo.

Agimos e nos distinguimos,
impulsionados pelo amor,
 com paixão,
ou pelo ódio,
 com precisão.
Dificìlmente
 fugimos desse padrão de comportamento.
Nos agrupamos,
de acordo com nossos interesses,
de acordo com as nossas insatisfações.
Nos conduzimos
 de acordo com nossas tendências,
de acordo com os nossos comprometimentos.
Nos sobrecarregamos.
E quanto maior o desejo de ser completos,
mais incompletos nos tornamos.
Ágeis
 são as dores angustiantes que ativamos
e geram questionamentos sem fim.
Nos revelamos através dos sintomas
das doenças da alma.
Verdadeiras covas
 que nós mesmos cavamos.
Só o amor nos manteriam saudáveis.
E isso não deveria ser tratado como opção.
Ser feliz e fazer alguém feliz
só se concretiza com restrições ...
Ansiedades,
solidão a dois,
 causam palpitações,
arritmia e taquicardia.
Por isso sempre dei preferência às emoções
que proporcionam vertigens,
calores e calafrios.

Cecília Fidelli.
- 12 de Junho -
Dia dos Namorados.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dia dos Eternos Namorados - Raul e Cecília ...


Encantadora,
com uma flor na orelha,
ela espera o namorado na varanda.
Ele está atrasado,
ainda olhando no espelho,
salpicando gel nos cabelos.
Se envolvem metal e espiritualmente,
até que finalmente se encontram
e comemoram com um beijo
o Dia dos Namorados.
Frágeis, apaixonados ...
Um amor intenso.
Pretendem viajar
 pelas intempéries do tempo,
desejando ardentemente
 que um curto-circuíto
nunca separem seus roteiros.

Mas ...
A vida foi traiçoeira.
Uns 40 anos depois,
profundamente entristecidos,
sensibilizados,
cada um num canto,
sufocando tantas emoções perdidas,
passam dias e noites
 tentando abordar o destino,
 mal resolvido,
cruel,
sem sentido,
esperando que um dia
ele acabe com isso e volte à razão.

Cecília Fidelli.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O poder da esperança

Aquela luz do final do túnel
 às vezes se apaga.
Mas temos que prosseguir
 com o farol alto ligado,
renovando o distúrbio momentâneo,
 que a falta da claridade causa à visão.
A similaridade entre os opostos escuro-claro,
deve ser regularmente experimentada,
pra que a gente pare e pense
 sobre nossas expectativas imediatas,
 sobre as nossas
 Idéias e Expressões.

Cecília Fidelli.

Um olhar sobre o inalável passado.

A gente se vê,
 mas não no local combinado,
não no local de sempre.
A gente se vê além do verde do mar,
do clarear do dia,
além dos copos de vinho.
A gente se vê além das flores vermelhas
com miolinhos amarelos,
além das lágrimas esgotadas,
 já secas,
além dos beijos caramelizados no cinema.
A gente se vê,
além daqueles sorrisos,
com aqueles acabamentos incríveis.
A gente se vê além dos gestos,
dos toques,
dos abraços afetuosos e apertados.
A gente se vê além das sombras
onde empacam as luzes.
A gente se vê,
além do cappuccino noturno,
além das estrelas mais antigas.
A gente se vê além dos acasos aleatórios
e autoritários do destino,
além dos sonhos acumulados,
construídos e reconstruídos,
indestrutíveis.
É lá que a gente se pega,
bem longe da multidão,
além da imaginação.
Na saudade.
A gente se vê na saudade.
Não confortàvelmente,
a vontade.
A gente se vê na mais profunda saudade,
nas artimanhas da vida,
além dos detalhes nostálgicos da poesia.
No paraíso.
A gente se vê, além.
Muito além da vida.

Cecília Fidelli.