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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Positivo.

Vivo e deixo viver.
Sou poeta.
Mas, seria tão mais fácil se tivesse asas!
Em minhas tentativas de vôos,
alguns erros, alguns capotes.
Nem sempre sigo a correnteza.
Só sei que era mesmo pra ser assim.
Do contrário,
não haveria ninguém em mim.

Cecília Fidelli

Eu e o frio. Vamos dormir...

terça-feira, 28 de junho de 2011

De beijo em beijo - Por: Leila Miccolis

De beijo em beijo.

Muitas vezes já vi, em leilões de quermesses ou feiras benificentes, "venda de beijos" dados, ou melhor, doados, por alguma artista famosa, alguma mulher bonita, ou elegantes damas da sociedade, em prol de campanhas consideradas socialmente nobres. Pois aqui, em nossa casa de Maricá, em vez de vendermos, colhemos beijos, múltiplos e sortidos.


São beijos comuns, mas muitos queridos. Eles adornam o canteiro ao pé do chorão, que parece gostar muito das suas companhias: quando o vento sopra, o chorão, alegre, parece dar beijo nos beijos, com suas folhas amorosas e leves. Pode ser impressão minha, mas sempre depois dessas cenas de amor em público, noto que algumas flores ficam bastante coradas...


O nome científico do Beijo é mirabilis jalapa ou mirabilis dichotoma; já nomes populares tem quinze, conforme Harri Loreni, autor do livro Plantas Medicinais no Brasil - Nativas e Exóticas: batata-de-purga, pó-de-arroz, beijos-de-frade, boa-morte, flor-das-quatro-horas, maravilha e bonina, entre outras. De todos eles, a meu ver, Beijo é o mais poético e colorido. Já pensou você perguntar a alguém: “qual a cor do seu beijo?” Ou então afirmar: nosso beijo deu sementes... Bonito, não?


Semana passada, porém, notei que nossos beijos estavam morrendo. Desolada, pensei: como é constrangedor um canteiro de beijos tristes, acanhados, desgastados, beijos que nem molhados (pela chuva) parcem florescer mais. Cheguei perto para conversar com eles (não dizem que as plantas entendem a fala das pessoas?) e lhes fazer um carinho, mas não cheguei a tocá-los. É que nestes beijos, em vez de sapinhos, havia uma perereca. Pulou incomodada, e eu recuei. Ainda assustada, não refeita do susto, perguntei-lhe: — Isto lá é lugar pra você se esconder? Ela deu outro salto e tentou abocanhar um animal voador não identificado, que pousara nas folhas do beijo murcho. Então, de repente, entendi seu tipo resposta para mim: além da sua própria sobrevivência, pulando ela esbarrava nas bagas, que se abriam, espalhando sementes — beijos a granel — por todos os lados.

Universo sábio este, mesmo quando as leis do seu ecossistema nos parecem estranhas. Antecipando-se à natureza (“que, ao contrário da perereca, não dá saltos”) o irrequieto animalzinho verde acelera o processo de germinação, contribui para nossos beijinhos possam renascer antes do “tempo regulamentar”, novinhos em folha, atraindo em breve, para suas pétalas beijoqueiras, muitas borboletas esvoaçantes. Mas, amiguinhas lepidópteras, lembrem-se de que também, à espreita, há várias espécies de batráquios e répteis – rãs, sapos, pererecas, lagartos e companhia ilimitada –, que seguem à risca o provérbio português segundo o qual “a alegria vem das tripas”...

Leila Míccolis

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sóis apagados

Somos todos protagonistas e coadjuvantes.
Nos abrangemos uns aos outros.
Exaltamos e nos esquecemos uns aos outros.
Semeamos.
Somos uma multidão de estranhos,
tentado afastar conflitos,
dando origem a outros conflitos.
Ai! Que aperto no coração.

Cecilia Fidelli

domingo, 26 de junho de 2011

Desvendo fotos antigas.

Desvendei o mistério da versão original
do quadro da Monalisa.
Tudo não passou 

de um baile de máscaras.

- Autor Desconhecido -

sábado, 25 de junho de 2011

A Çituassão está gramática!

A Çituassão está gramática!



Eu não entendo o Brasil: se por uma lado (no caso, o de trás),
o STF (Soltando Totalmente a Franga), liberou as relações estáveis
homoafetadas, por outro lado, o MEC resolveu perseguir
a Língua Portuguesa, independente do gênero, número e grau.

Num caso flagrante de gramaticofobia, os livros escolares
estão ensinando que falar e escrever errado não tem nada demais.

Na verdade, o governo está implantando no país um novo método
pedagógico e revolucionário: a Demagogia do Oprimido.

O MEC (Ministério dos Erros de Concordância),não vai parar por aí:

O ministro Fernando Errahd vai tornar obrigatória a introdução
no currículo escolar do idioma sindical, a Língua Presa.


Essa grande virada na educação brasileira começou com o presidente
Luís Sintáxio Lula da Silva.
Alíás, minto: a única concordância que o Lula aceita é
a concordância verbal,
a que trata do uso das verbas públicas.


Por falar em Dramática, quer dizer, Gramática, vamos fazer
um pequeno exercício de Análise Sintática.

Na oração:
O MINISTRO PALOCCI FATUROU UMA GRANA PRETA, quem é o sujeito?


Bem, o ministro Pallocci não é sujeito.
É sujeito à investigação.

O que existe, na verdade, é um sujeito oculto:
O sujeito que pagou a consultoria
mas, não quer aparecer de jeito nenhum.

E o predicado?
Não tem predicado, só tem prejudicado.
No caso, o contribuinte.


A única coisa que está errada mesmo na oração é a expressão
“grana preta”, um flagrante exemplo de preconceito linguístico
contra as minorias “diferenciadas”.


Na verdade, o politicamente correto seria:

O MINISTRO PALOCCI FATUROU UMA GRANA AFRO DESCENDENTE.

- Desconheço a autoria.

Infortúnios?

Realidade.
É pra deixar assim?
Não.
Mas, só com realidades
a vida é realmente completa.
Sonhos se encaixam
e em total extensão.
Aposte.
Os pedais da vida
podem até ser pequenos.
Mas, nossos caminhos têm muito mais.
Kms de realidades a percorrermos,
com sonhos e ilusões tão reais,
que mais cedo ou mais tarde,
até ensaiam acontecer.
Vamos pensar no seguinte:
- A vida é feita de supresas
e a qualquer momento
elas podem acontecer.
E quando uma bela surpresa aparecer,
não precisaremos mais chorar por ela.
Mas certamente novas utopias vão surgir.
Não fosse assim,
íamos considerar muito chato vencer.

Cecília Fidelli