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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Espontaneamente.

O melhor presente,
vem sempre do coração
embrulhado em inteligência.

Cecília Fidelli.

Socorre.

Seus pensamentos ainda se movem?
Acelere-os.
Capture momentos.
Outros animais como este,
também precisam
viver grandes emoções
em um carro de luxo,
para percorrerem quintais e ruas,
um lugar ao sol,
um final feliz.
Tem sempre um destino perfeito
que quem pode dar é a gente
em vez de um...
descanse em paz!

Cecília Fidelli.

O Calendário não volta atrás.

Limites.

Levanta,
sacode a poeira
e dá a volta por cima.
Parece que de vez em quando
a vida passa pela cabeça da gente
como se fosse um vídeo.
Memórias exclusivas crescem
na tela da mente.
Passagens são definitivas.
O tempo conta histórias.
Cada história vira um jargão.
Ela tem pressa de sorrisos.
Nem que seja a sós
diante de um espelho.
Pode ser que não haja amanhã.
Imaginar o que quer que seja,
pacientemente faz parte.
Mas é preciso se dar conta,
que portas se fecham
apesar de outras se abrirem.
Vivemos de momentos,
de interrupções e recomeços.
Só o eterno refazer é constante.
Noventa por cento.
Os outros dez são prêmios.
Somos como cristais.
Pedras transparentes,
mas com coragem,
independência,
que o tempo persegue
e explora ao longo dos milênios,
desenvolvendo rédeas aos gestos
pepetuando desejos.
Memorizamos gravuras.
Somos guerreiros
atuando através de escolhas
não de preferências.
Expectativas são teses.
Temas temporários,
quebra-cabeças
que encaixam dúvidas com insatisfações.
Mil graus por hora.
Experiências que prometem
e cumprem no surpreender.
Nada mais injusto.
Só as esperanças,
não podem ser lançadas ao mar.

★ Cecília Fidelli ★
www.ceciliafidelli.blogspot.com

sábado, 25 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Instintivamente.


Algumas palavras,
num poema inexplicável.
Um pedaço do poeta
no papel,
enfatizando seu levitar
mais contrário.
O contraditório pemitido
em palavras
capazes de silenciar
a presença de uma saudade.
Embalado por uma doce solidão,
olhos perdidos na imensidão,
com o coração nas mãos,
seus pensamentos
penetram o relógio do tempo.
Mentaliza flores
e borboletas
sob raios de sol
cintilando encantos.
Lembranças,
silêncios.
Conjuga o verbo amar.
seduzindo-se
em emoções lentas.
E estendido na manhã
ainda sonolenta,
dá um salto definitivo
e já ruma
em direção às estrelas.

Cecília Fidelli.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Itanhém: A Pedra que canta, também chora.

A Escola de Samba Pérola Negra apresentou-se em Itanhaém.
Na mesma noite de 20.02.2012 uma manifestação paralela.

Através da Arte,
a manifestação.
Políticos orgulhosos
em exaltarem seus nomes,
investiram na Escola de Samba
Pérola Negra no Carnaval 2012.
A Escola fez homenagem
à cidade de Itanhaém,
Litoral Sul de S. Paulo,
deixando de lado prioridades
como a Saúde, por exemplo.
Na verdade,
alguns murmuram.
Mas, a grande maioria
deixa pra lá
acreditando que
"o importante é ser feliz".
Filosofia de vida
que vem sendo pregada
ao longo dos anos em todo País.
Assim o povo
segue sòmente seus instintos,
iludidos com o pão e o circo.
Assim se mantém
cada vez mais enfraquecido.
Sem juízo.
E a referida escola o fez,
de maneira mágica
tendo como tema
a História da Cidade
regada pela idéia
do ecològicamente correto.
Parabéns Anselmo Arruda
da "Amazônia Paulista"
por empregar seu talento
em favor de uma causa nobre
por motivos coletivos
e não particulares.
Próprio de um soldado bravo.
Um artista de estilo
e digno!

Cecília Fidelli.


Foto: Trevo da CESP.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O Homem e a Mulher.

O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono.
Para a mulher, um altar.
O trono exalta.
O altar santifica.
O homem é o cérebro.
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz.
O coração produz Amor.
A luz fecunda.
O Amor ressuscita.
O homem é forte pela razão.
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence.
As lágrimas comovem.
O homem é capaz
de todos os heroísmos.
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece.
O martírio sublima.
O homem tem a supremacia.
A mulher, a preferência.
A supremacia significa a força.
A preferência representa o direito.
O homem é um gênio.
A mulher, um anjo.
O gênio é imensurável.
O anjo, indefinível.
Contempla-se o infinito.
Admira-se o inefável.
A aspiração do homem
é a suprema glória.
A aspiração da mulher
é a virtude extrema.
A glória faz tudo grande.
A virtude faz tudo divino.
O homem é um código.
A mulher, um evangelho.
O código corrige.
O evangelho aperfeiçoa.
O homem pensa.
A mulher sonha.
Pensar é ter no crânio uma larva.
Sonhar é ter na fronte
uma auréola.
O homem é um oceano.
A mulher um lago.
O oceano tem a pérola que adorna.
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa.
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.
O homem é um templo.
A mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos.
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
Enfim,
o homem está colocado
onde termina a terra.
E a mulher onde começa o céu.

Victor Hugo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Folia, folia, folia.

Carnaval.
Festa terrestre.
Batuques,
nada brandos.
Cores,
fantasias,
onde parece que até
embriões brilham.
Côros que só se calam
na quarta-feira de cinzas
quando foliões vencidos,
seguem seus destinos,
portando bandeiras
do samba enredo
do dia-a-dia.

Cecília Fidelli.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Família é prato difícil de preparar.


Família é prato difícil de preparar.
São muitos ingredientes.
Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo.
Pouco importa a qualidade da panela,
fazer uma família exige coragem, devoção e paciência.
Não é para qualquer um.
Os truques, os segredos, o imprevisível.
Às vezes, dá até vontade de desistir.
Preferimos o desconforto do estômago vazio.
Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio.
Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.
Súbito, feito milagre, a família está servida.
Fulana sai a mais inteligente de todas.
Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade.
Sicrano, quem diria?
Solou, endureceu, murchou antes do tempo.
Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante.
Aquele o que surpreendeu e foi morar longe.
Ela, a mais apaixonada.
A outra, a mais consistente.
E você?
É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia.
Como saiu no álbum de retratos?
O mais prático e objetivo?
A mais sentimental?
A mais prestativa?
O que nunca quis nada com o trabalho?
Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo.
Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida.
Não há pressa.
Eu espero.
Já estão aí?
Todas?
Ótimo.
Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados.
Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola.
Não se envergonhe de chorar.
Família é prato que emociona.
E a gente chora mesmo.
De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado:
temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.
Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias,
que quase sempre vêm da África e do Oriente
e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas.
Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre.
Família é prato extremamente sensível.
Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.
Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional.
Principalmente na hora que se decide meter a colher.
Saber meter a colher é verdadeira arte.
Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita.
Bobagem.
Tudo ilusão.
Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini;
Família à Belle Meunière
: Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria.
Família é afinidade, é
“à Moda da Casa”
E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces.
Outras, meio amargas.
Outras apimentadíssimas.
Há também as que não têm gosto de nada,
seriam assim um tipo de Família Dieta,
que você suporta só para manter a linha.
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente,
quentíssimo.
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa.
A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando
e transmitindo o que sabe no dia a dia.
A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta,
e outro aqui, que ficou no pedaço de papel.
Muita coisa se perde na lembrança.
Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu.
O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça,
por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer.
Se puder saborear, saboreie.
Não ligue para etiquetas.
Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana,
na louça, no alumínio ou no barro.
Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

Francisco Azevedo.
- De: O Arroz de palma.

“Porque para Deus nada é impossível.”
(Lucas 1:37)
Fonte:
http://mensagensetc.com.br/?p=1331
- Imagem extraída do:
http://blogdoeducadorsocial.blogspot.com/2010/04/projeto-familia.html

Sociais dos pobres e descamisados.


- Zé ninguém,
um pobre assalariado recebe
com alegria a privatização da fome.
- Há cem anos morria
o injustiçado trapolino.
(Morreu de fome).
- Polícia flagra o
Nêgo bóia fria fazendo amor
em obra inacabada.
- O badalado mendigo Nau é assaltado
em plena luz do dia no Rio de Janeiro.
- O super-pedreiro Bia é preso
com uma carteira de cidadão falsa.
- A Sex Zefa, faxineira, é condenada
por roubar uma caixa de fósforo.
- Um excêntrico casal de favelados
comemora bodas de ouro em pleno lixão.
- Lia, a famosa lavadeira
vai ser mãe de sextrupo.

Antonio Fernando de Andrade.

Contatos via postal:
- Rua Dr. João Moura, 305
Engenho do Meio
Recife/PE
CEP 50.730-030

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Vestindo Armadura

A saudade sabia que viria.
Só eu não sabia que ela viria,
num piscar de olhos.
Ela chegou a noitinha,
chorando,
chorando e empacou.
Tentei enganá-la
com um banho de água fria.
Parecia que diminuia.
Eu alí.
Firme,
brincando de afogar as mágoas.
Na manhã seguinte,
já me sentia poderosa outra vez.
Transformada,
realizada e feliz.
Em sonho,
durante o sono,
negociei com cupido
e
removí,
não remoí mais vazios.

Cecília Fidelli.

Fotopoemas.

Sem dúvida.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sarau do Bar do Binho - S.Paulo/SP

Cecília Fidelli e Baltazar Honório.
Cecília Fidelli com o Binho - 04.02.2012
Cecília Fidelli e Rodrigo Honório.


Sarau do Binho
é um encontro entre poetas,
artistas da música,
do teatro, das artes visuais,
agentes culturais,
professores, estudantes,
PESSOAS!
Reunem-se semanalmente
às 2ªs feiras,
para ouvir e falar poesia.
A troca é pura energia!
Vivemos numa época
em que as pessoas
se queixam de que
as RELAÇÕES HUMANAS
são superficiais
e não se sustentam.
Os conflitos crescem
em todas as áreas
e as linguagens
não são compreendidas.
Precisamos nos dispor a olhar
com o intuito de aprender....
- saraudobinho@gmail.com
- abcbinho@yahoo.com.br
- http://saraudobinho.blogspot.com/