Total de visualizações de página

domingo, 28 de abril de 2013

O resto é veneno. Pode matar.


Vasta Madrugada

Sob o frescor da madrugada,
a lua atendeu o meu chamado
e veio iluminar o meu quarto,
luminosa e sensual.

Eu invejosa em sonhos silenciosos.
Resolví sair pela calçada
e fui andar pela cidade
toda enfeitada de estrelas.

Na noite longa
aliada ao rosto sereno do Outono,
me sentia pura,
 nostálgica,
mas sem tristezas,
dançando ao som do vento
 calada.

Alguns faróis passavam apressados
e iam morrendo.
Com o clarão da liberdade em movimento,
grafites nos muros e eu apreciando
em passos lentos,
 na suavidade
dos pensamentos e das cismas.

Num bar uns beberrões em devaneios.
Ah! Suas majestades os boêmios causando,
em constante estado de manutenção da alma
ao som de um cavaquinho
 e um violão em festa,
num samba envolvente
que ecoavam alguma saudade me enriquecendo
lembrando alguns amores dispersos.

O sol já ia surgindo no horizonte,
apagando as sombras e eu,
suspirando,
renascendo.

Numa decisão de momento,
já meio triste com a despedida,
vislumbrei as nuvens mais branquinhas,
mais densas,
com as bochechas meio azuladas,
deixando em mim a poesia,
as reticências ...

E ela,
a lua lembra?
A lua,
 já pequerrucha,
decidiu voltar pra casa
apagando a geada da alma.

Cecília Fidelli.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

25 de Abril - Dia da Lembrança



Lá pelos idos de 1969 ... Tudo eram flores.
Vislumbrávamos juntos um horizonte,
e màgicamente o tempo voltou atrás
e se fez ponte.

A vida é repleta de Santas Lições.
No final das contas
acaba trazendo as explicações.

CecíliaFidelli.

terça-feira, 23 de abril de 2013

... As perspectivas não são imensas

Terra.
Somos bilhões de habitantes.
Cada um de nós com suas ilusões,
com seus anseios.
Seríamos os miasmas do Universo?
Com raríssimas excessões,
somos uma multidão de imperfeitos.
Como caminhar?
Como ir e vir nesse caos congênito?
Como conciliar alegrias com tristezas,
alternando-se,
revesando-se desse jeito?
Como somos solitários.
Como nos agarramos
 em galhos tão pouco confiáveis,
atirando nossos sonhos
em tamanhas ribanceiras ?

Cecília Fidelli.

Com os olhos rasos d'água ...

As mães têm um sexto-sentido.
Querem sempre o melhor aos seus filhos.
Infelizmente,
 às vezes,
 as pobrezinhas
têm que se conformar com o fato
de que em vez dela
 a vida força-os a ouví-la
 e à sua maneira,
 os ensina.

Cecília Fidelli.

Reestruturação

Hoje eu preciso muito mais
  que ficar sentada nesse meio fio.
Muito mais que trancar meu sorriso.
Hoje eu preciso me restabelecer do cansaço,
esquecer tantos episódios odiáveis ...
Hoje eu preciso muito mais
que observar essa ruazinha,
onde todos passam apressados,
 sérios,
sem nenhuma alegria.
Hoje eu preciso viver algo novo,
 louco,
 inesquecível,
 dar vazão aos meus ímpetos.
Hoje eu preciso de serenidade,
mas sem lágrimas,
de algo que contraste o dia-a-dia transitório,
com as cores luminosas e poéticas da vida.

Cecília Fidelli.

Abraço meus sonhos milímetro a milímetro.


Salve Jorge !!!


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sou poeta. Confesso.

Sou aquela que aborda mil temas,
que conta mil histórias de amor e desamor.
Sou aquela que relata acontecimentos
no tempo exato que a alma sente.

Sou aquela que consome e revela
 alegrias e  sofrimentos.
Que se permite gritar ou silenciar
manuseando as palavras.

Sou aquela ilúcida  e cega,
do ponto de vista mais incompleto
em fazer transgressores versos.
Sou aquela perfeitamente leiga
na solução dos problemas.

Sou aquela parte mais vulnerável,
e mais difícil  de entender.
Sou aquela que chora suas mágoas
sempre engrossando as reflexões.

Sou a ingênua esperta,
 que vive literalmente,
 intensamente, na prática,
todas as neuras, todas as falhas
e prioritàriamente, o agora.

Aquela que se mantém constantemente
 em estado de defesa.
Que repele, que deseja ...
Que exalta, que se queixa.

Sou aquela que ascende luzes
e promove trevas.
Sou mulher, sou poeta.
Sem nevoeiros, sem mistérios,
sem salvação.

Cecília Fidelli.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Numa linda segunda-feira ensolarada de Outono.




Ah ! O que será que tem o amor?

Tomara que atração de almas !
Troca  mútua de atenções e carinhos.
Paixão intuitiva.
Ou seja: Química.
Aspirações ardentes.
Sintonia, sem sombras.
Franqueza,
 um atributo indispensável.
Que só através de olhares,
um renove o outro todo dia.
Viver,
 amar e conviver
 em harmonia explícita.
Emoções concretas, conscientes.
Equilíbrio.
Esquecimento de sí próprio em favor do outro.
Um pouco de fantasia,
outro tanto  devaneio
 e muita  poesia...

Cecília Fidelli.

domingo, 14 de abril de 2013

Drogas. Que droga !!!


Estou sendo manipulada
pela poesia alucinatória.
Aquela que faz
aparecer e desaparecer
muitos sonhos.
Ela me experimenta e reproduz-se
como ratos em porões.
Não sei se meu caso interessa aos médicos.
Se causa destruição às células do coração.
Vivo sempre momentos nervosos, raivosa.
Às vezes sinto-me lesada na alma,
de tanta emoção.
Talvez seja um caso de tratamento sério.
Talvez seja o caso
de examinar meu olhar deslumbrado.
Coisa de louca mesmo,
de quem ouve o silêncio,
conversa com o vento,
depois compõe estranhos versos,
não próprios de quem está sendo observada
mas de quem está observando,
essa Terra-hospício de demônios drogados
que preenchem seus vazios
com a mais triste das desilusões.

Cecília Fidelli.

Desilusão

Segues cambaleante incerto itinerário
Melancólico desvario, pobre mendigo
Segues triste e só por tortuosa rua
Apenas com tuas tênues lembranças
Os tempos se escafederam sem amparo
para o teu só e desesperançado penar...
Foi projetada a  maléfica orquestração
Somente para te desgraçar ó sofredor

E tu no teu parvo e confuso imaginário
Buscas ansioso por amparo, um abrigo.
Em noites assombreadas, quase sem lua,
e no mero engano, sonhos de esperanças
Carregas nos lábios o sabor seco e amaro
D’um coração que não conseguiu amar
Vives no catre fétido de terrível prisão
Pois jamais soubestes o que é o AMOR!


Maurélio Machado.

sábado, 13 de abril de 2013

Caminhos ou descaminhos poéticos?


Nada como chegar a Deus à beira mar,
através das asas das gaivotas.
Experiência própria.
Assim, não adquiro neurastemias.
E sei que cabe aos poetas
falar de almas,
mas do jeito que o diabo gosta.

Cecília Fidelli.

Área externa e área interna.

Mesinha azul céu  no canto,
imãs com poemas na geladeira
e um cantinho pro oratório.
Kit completo pra armazenar levezas,
suavizar problemas.
A cúpula da luminária  vermelha,
tem uma luz bem fraquinha
e não temos divisórias.
Nem a cama tem cabeceira.
Nosso refúgio é simples assim.
Uma ampla sala íntima,
revestida de aconchego!
Nosso lar, é a história de cada carinho,
 a história de  cada beijo.
Tem até um jardinzinho
 com  folhagens verdinhas  que brilham
e flores que florescem harmonia
visual e espiritual o dia inteiro.
Um jardinzinho com as cores da natureza.
O sol nasce pra todos no dia-a-dia,
mas sobre a luz da poesia e o romantismo,
só pra quem ama verdadeiramente
 e  se solta livremente.
Nossa casa tem a alma da magia.
Por isso é que não acreditamos em terapêutas.

Cecília Fidelli.

Idéias. Expressões. Cecília Fidelli.: Parabéns aos jovens que contribuem para um mundo melhor !

Idéias. Expressões. Cecília Fidelli.: Parabéns aos jovens que contribuem para um mundo melhor !

Parabéns aos jovens que contribuem para um mundo melhor !


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Amor: Lições de Emoções.


Uma história de amor,
duas histórias de amor,
milhões e milhões de histórias de amor...
Quando nos recordamos,
quando nos direcionamos a ele em pensamento,
esquecemos até que aquela pessoa tem nome.
É apenas e tão sòmente o nosso grande amor.
E a sensação que se tem é de que tudo
parou num tempo perdido.
Nossas estruturas se abalam e se partem
outra vez, como se parte uma montanha
durante um terrível terremoto.
Afastados por tantos anos ...
Muitas histórias de amor dariam livros.
Muitos livros dariam filmes.
A imaginação e a vontade nos levam
tempo a fora.
Regressão.
Minha história de amor, por exemplo,
daria um livro de umas 800 páginas com
caractéres bem miudinhos.
Por um grande amor vivemos e até morremos.
E por aí ele vai com a gente até a eternidade
onde com certeza, não teremos mais vontade
de voltar.
O amor entorpece.
Tem o efeito de um vício.
Nos absorve lesando a alma.
E tudo o que a gente não deseja é a cura
dessa doença que surpreende sempre,
isolando o raciocínio.
O grande e verdadeiro amor é um sonho.
O amor é um sonho corajoso.
Um mistério decerto que ao longo
de nossos caminhos, só se amplia,
só entrelaça mais.

Cecília Fidelli.