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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Obsessiva

Obsessiva.

Já falei em prosa.
Já falei em versos.
Falei de sarcasmos,
de sombras,
de flores.
Exalei desejos,
falei dos meus dramas,
escondí segredos.
Vislumbrei imagens,
já contei estrelas,
já sentí inveja
e relatei até dor de cotovelo.
Já assustei uns grilos,
já dormí na insônia,
já retive o tempo.
Vociferei na madrugada,
já calei a música,
e chorei serenatas.
Estudei a mágoa
e voei bem alto
com as gaivotas.
Ouví mil histórias,
escreví muitas lorotas
e me recuperei.
Separei os blocos.
Não conduzo mais suplícios.
Ando tão sensível...
Deslizo em um sonho de amor,

louco e definitivamente, propício.


Cecília Fidelli.

4 comentários:

  1. "Quando nem Freud explica,
    tenta a poesia".

    Ulisses Tavares.

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  2. mais um ótimo escrito

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  3. Flor Amizade:

    Ouví mil histórias,
    escreví muitas lorotas
    e me recuperei.
    Separei os blocos.
    Não conduzo mais suplícios.
    Ando tão sensível...
    Deslizo em um sonho de amor.

    Lindíssimo.

    Jose Sepulveda:
    Muito lindo.

    Kátia Cristina de Souza:
    Sonho que em deslize assim
    desperta emoções mil ...
    grata, querida.
    Beijos meus.

    - Via Face Book.

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  4. Will Lukazi:

    "Não conduzo mais suplícios.
    Ando tão sensível...
    Deslizo em um sonho de amor".

    " NÃO PRECISA DIZER
    E NEM ESCREVER MAIS NADA,
    AMIGA POETISA.

    - Via Face Book

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